Sorria com a ALMA

14 de novembro de 2017

Se tem um tema que eu gosto de falar e que eu acredito que seja essencial na fotografia é espontaneidade. Não existe nada mais lindo do que uma risada real ou uma reação única de cada pessoa em uma foto.

Sempre que vou clicar um casal ou uma família, por exemplo, tento coletar o máximo de informações possíveis sobre eles e ainda de quebra falar pelo menos uns 20 minutinhos sem a câmera estar apontada. Exatamente para conhecer um pouco até onde vou poder brincar, pular ou até mesmo cantar uma música brega para a pessoa rir (é sério isso acontece).

Apesar de parecer algo totalmente surreal é exatamente quando buscamos fazer o diferente ou mostrar que estamos ali desinibidos e principalmente entregues que o espontâneo vem a tona em cada clique. E é engraçado como as pessoas começam a deixar a vergonha de lado quando você do nada grita algo do tipo “está vendo esse homem ai, ele é o seu homão da porr…”.

Mas sem fugir muito do que eu quero chegar e sim focando no que é real, a vontade do cliente só muda quando ele sente que você está ali de verdade, que você é um ser humano que está dedicando todo o seu conhecimento e criatividade para tirar aquela foto, que muitas vezes é tão pura que chamamos de ‘simples’.

No entanto, você já parou para pensar o quanto não somos reais ou ‘simples’ nas nossas vidas? Sempre queremos mostrar algo diferente ou apostar naquela pose que sempre fazemos em uma selfie ou até mesmo ao andar na rua. Na fotografia de sentimento a tarefa é exatamente mostrar o lado de cada cliente que ele não pensa em mostrar, ele apenas está naturalmente ali dentro da sua alma. E quando se quebra isso é que tudo acontece…

É neste momento que o fotógrafo aparece, coloca o seu coração junto com a câmera no olhar, respira fundo e aperta aquele botão que muitas vezes parece que é a sua alma que está transcendendo ao transformar aquele momento em uma memória eterna.

E meu amigo! A partir dali, tudo flui, tudo se realiza, tudo se eterniza.